EMPREGO OU EMPREENDER?

A 10 anos atrás o sonho de todo jovem, recém formado na universidade, e até mesmo os jovens com apenas o 2º grau completo (Atual ensino médio), sonhavam em ter um emprego estável, com salário e benefícios. Este desejo estava diretamente relacionado a cultura e tradição passada de pais para filhos, pois era este o ponto chave do sucesso e da ascensão de carreira.

Porém na última década, crises sócio econômicas, mudanças culturais e até mesmo novas tecnologias, oportunidades e acesso global à informação, estão mudando este cenário.

Até abril de 2017, conforme dados do Sebrae, Endeavor e conaje o número de jovens entre os 18 e 25 anos que trocam empregos promissores ou estáveis para empreender cresceu para 20%, sendo que deste montante em média 70% são homens e 30% mulheres.

Atualmente, acredita-se que este número, devido a instabilidade política e sócio econômica do Brasil, tenha crescido para mais de 30% e continua em crescimento ascendente, levando cada vez mais pessoas de todas as faixas etárias e níveis de escolaridade a empreenderem.

Numa das últimas conversas que tive com alguns participantes dos workshop que administro, tratando temas como Empreendedorismo Social, Startup e Liderança 360, foi ressaltado, principalmente por quem trabalha com recolocação profissional que o número crescente, em torno de 50% das pessoas que procuram uma recolocação, querem na verdade abrir seu próprio negócio e empreender.

Mais do simplesmente crise e economia, um dos pontos principais abordados, está relacionado a questões éticas, morais, de valores e liberdade, ou seja tanto do âmbito comportamental como de inteligência emocional, as pessoas não mais querem trabalhar por simplesmente trabalhar, querem trabalhar com propósito, serem úteis a sociedade e ao mundo.

O que antes era apenas um movimento “jovem”, agora pode-se observar pessoas que vão da faixa dos 18 anos até mais de 40 anos. Pode-se dizer que a palavra mais assertiva neste caso, seja qualidade de vida e propósito.

Entre este movimento, estão cada vez mais engajadas pessoas com pretensões sociais inclusivas, abordando e resolvendo problemas que cercam a sociedade e consequentemente o mundo. Os estilos de empreendedores sociais, inclusive que buscam e procuram informações cada vez mais detalhadas de como, por quê e quando empreender é impressionante, a diversidade de gêneros, culturas e conhecimentos praticamente ultrapassa até mesmo as fronteiras Brasileiras. Em vários workshop, pude observar que pessoas vindas de outros pontos, principalmente da América Latina, tem aumentado.

Todos buscam soluções com base em problemas de várias origens, como educação, mobilidade, energias renováveis, construção, alimentos e produção, sempre focando na interdependência e interdisciplinaridade, trabalhando em colaboração e de forma empática.

A cada dia novas tecnologias surgem, novos grupos de discussões são criados, e mais e mais todos seguem a cartilha do sonho, qualidade de vida e propósito para si e para seus semelhantes.

Será que este movimento é o futuro, na Revista Veja do mês de Fevereiro de 2018 (este mês), a principal frase de capa é “EM DEFESA DA GLOBALIZAÇÃO” e segue “Um Balanço da integração econômica comprova: a solução para problemas como desigualdade, desemprego e insegurança esta em mais cooperação mundial – e não no isolamento dos países”

É necessário que mais pessoas sejam multiplicadoras de informações sobre empreendedorismo e que cada vez mais tenhamos acesso a informações estatísticas de problemas e necessidades sócio econômicas, culturais e ambientais.

Sonhar com empreender é maravilhoso, porém o empreendedor precisa saber se está capacitado, se possui as competências e comportamentos necessários ao sucesso e estar convicto que o caminho pode ser duro, trabalhoso e árduo, porém gratificante.

Quer saber mais informações sobre empreendedorismo tradicional ou social inclusivo, faça seu comentário e pergunta que responderei com prazer.

Adriano Levy

Membership YLAI – Young Leaders of the Americas Initiative, PME Community Leader Volunteer. CEO – GOODINFO Coaching & Desenvolvimento Humano e Tecnológico, EXECUTIVE COACH (SLAC – Sociedade Latino Americana de Coaching), LIFE COACH (SLAC – Sociedade Latino Americana de Coaching), Analista Comportamental DiSC, Analista Competências ASSESSMENT,GESTÃO DE TI, Palestrante, Consultor e Mentor de Negócios e Empreendedorismo, Participante do STAKEHOLDER CENTERED COACHING – Marshall Goldsmith.

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